“Três conchadas de galinha”: estudante que viralizou com áudio sobre merenda diz que queria “zoar” amigo

Pierre Silva Chagas, 15 anos, viu sua voz se espalhar pelo WhatsApp após enviar mensagem ao colega dizendo o que ele havia perdido no almoço

De um dia para o outro, Pierre Silva Chagas, 15 anos, viu sua voz se espalhar pelo WhatsApp. Depois de notar a falta do amigo Igor Braga, 13 anos, na aula, ele resolveu enviar um áudio contando ao colega o que havia perdido no almoço daquela sexta-feira, 15 de março.

— O Igor gosta muito de frango. Aí resolvi mandar o áudio para zoar ele. Tinha perdido a comida favorita — recorda Pierre.

Para a monitora, que trabalha há 20 anos na escola, a situação pelo menos retratou algo positivo.

— Mostra que a merenda estava boa, que gostaram da comida — diverte-se ela.

Quando recebeu o áudio em seu celular, Igor ficou preocupado, achou que tinha perdido algo importante na aula. Porém, ao decorrer do um minuto de gravação, se deu conta da brincadeira.

Ao mostrar a gravação em casa, recebeu do padrasto o pedido para que compartilhasse a mensagem:

— Ele achou engraçado e queria mostrar só para os colegas de trabalho dele. Mas aí se espalhou muito.

Para se ter ideia da dimensão do alcance do áudio, Pierre chegou a receber um pedido para que fosse feito um “remix” da gravação, que também já está se espalhando nas redes sociais.

— Achei normal, mas é engraçado ouvir a minha voz em tantos lugares — conta Pierre.

Na mensagem, além de relatar com precisão o que estava sendo servido no refeitório, Pierre ainda narrou a proeza — após a distração da monitora do refeitório, Tânia de Fátima Gomes da Silva, 57 anos — de se servir de mais “três conchadas de galinha, repito, três conchadas de galinha”, como bradou o guri no trecho mais popular da mensagem de voz.

 

Igor tinha deixado de comparecer na escola naquele dia, pois “dormiu demais”, como recorda. Quando pegou o celular e viu o áudio que havia sido enviado por Pierre, ficou preocupado. O tom inicial da mensagem, na qual o amigo diz quer Igor “rateou muito em faltar a aula”, o fez acreditar que tinha perdido algo importante naquela manhã.

— Pensei que tinha tido algum trabalho, prova ou uma matéria nova, mas o assunto era comida — conta o garoto.

Ao decorrer do um minuto de gravação, quando se deu conta da brincadeira, Igor caiu na risada. Mas hoje confessa que se arrependeu de ter pedido as “conchadas de galinha”.

— Pelo menos teve arroz com galinha na mesma semana — comemora Igor.

Depois de ouvir a mensagem, o menino mostrou a gravação em casa. Seu padrasto, então, pediu para que compartilhasse a mensagem, mas Igor não achou que o áudio iria viralizar no WhatsApp e em outras redes sociais:

— Ele achou engraçado e queria mostrar só para os colegas de trabalho. Mas aí se espalhou muito.

Ouça o áudio do WhatsApp

Depois de receber o áudio do enteado, o ótico Gabriel Vieira, 38 anos, conta que repassou apenas para “cinco ou seis pessoas”.

— Quando o Igor começou a ouvir, achei que o colega ia dizer que tinha acontecido algo na escola. Aí quando ele falou do chuchu ao molho branco eu caí na risada. Mandei só para alguns colegas, mas não achei que ia se espalhar tanto — conta Gabriel.

Além disso, após serem entrevistados na Rádio Gaúcha, uma empresa que comercializa carne de frango entrou em contato com a reportagem para presentear os garotos com “um kit de produtos de frango, já que eles gostam tanto”. O guri cuja voz se espalhou por smartphones ainda está tranquilo com a chegada da fama repentina.

Quem comanda o refeitório da escola são três mulheres: Cheila, Camila e Ivone
André Ávila / Agencia RBS
Pierre, Igor e a monitora Tânia de FátimaAndré Ávila / Agencia RBS

— Achei normal, mas é engraçado ouvir a minha voz em tantos lugares — conta Pierre.

A mãe do menino ouviu a gravação há poucos dias, quando percebeu que o assunto estava frequente nas rodas de conversa em casa. Auxiliar de nutrição, Graziela da Silva Brum, 33 anos, também estudou na escola Frederico Dihl.

— Começou nessa brincadeira entre eles e tomou grandes proporções. O colégio é muito bom, quando eu estudava lá, os alunos já tinham café da manhã e almoço — elogia Graziela.

Ouça aqui.

Fonte: GauchaZH

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