Alvorada terá 15 parquímetros funcionando até setembro; saiba onde

Motoristas poderão estacionar veículos por até duas horas; preços variam entre R$ 1 e R$ 4

Desde a última semana, moradores de Alvorada, na Região Metropolitana, têm estranhado algumas ruas da região central com os meios-fios pintados de azul e algumas marcações em branco no chão. Esse é o primeiro passo para a instalação de parquímetros na cidade: pelo menos 15 devem entrar em funcionamento até o fim de setembro.

Os aparelhos serão colocados na Avenida Presidente Getúlio Vargas, no trecho entre a parada 44 e a parada 52 (onde fica a empresa de ônibus Soul). Dessa maneira, motoristas que estacionarem na via e em até 100 metros das ruas que a cruzam terão de pagar uma taxa pré-estabelecida pela prefeitura.

Confira os preços:

  • 30 minutos: R$ 1

  • 60 minutos: R$ 2

  • 90 minutos: R$ 3

  • 120 minutos: R$ 4

O secretário municipal de Segurança e Mobilidade Urbana, Sérgio Coutinho, explica que a implantação dos parquímetros é necessária porque alguns motoristas estariam deixando seus carros estacionados por dias na rua. Ele admite que moradores de “bairros da periferia” criticam o sistema devido à má conservação das ruas de Alvorada, mas, para ele, são “coisas diferentes”.

O sistema, diz Coutinho, é diferente do de Porto Alegre: na Capital, um papel deve ser colocado sobre o para-brisa do veículo. Em Alvorada, após o pagamento da taxa, o motorista deve cadastrar a placa do veículo diretamente no parquímetro — isso poderá ser feito por meio de um aplicativo, com previsão de lançamento junto com os aparelhos.

Para a professora de arquitetura e urbanismo da PUCRS Ana Rosa Cé, a implantação é positiva, desde que os valores recolhidos sejam retornados em benefícios concretos para a população.

— Acredito que essas taxas devam ser investidas na melhoria da cidade. Os parquímetros estão presentes, por exemplo, há 30 anos na Alemanha. É necessário ter esse tipo de controle. Tem pessoas que abusam e que não têm uma consciência coletiva. Isso democratiza o espaço público — pondera.

Entretanto, a técnica em enfermagem Noemi Santos, 44 anos, é uma das alvoradenses que desaprova a ideia. Moradora do bairro Sumaré desde que nasceu, ela considera a cobrança um “desrespeito” com os moradores devido a buraqueira nas ruas da cidade em que trafega.

— Não é pelo R$ 1 que vai ser pago, mas, sim, para onde vai. Se tivéssemos uma infraestrutura aceitável, eu até concordaria e pagaria sem problemas. Mas com as ruas nesse estado, de precisar desviar toda hora para não cair em um buraco, chega a ser ridículo — queixa-se.

fonte: GauchaZH

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