PMs acusados de matar idoso após discussão vão a júri

Crime ocorreu em abril de 2018, em Alvorada

Os dois policiais militares acusados de assassinar um idoso em Alvorada, na Região Metropolitana, em abril de 2018, serão julgados pelo Tribunal do Júri. Rafael Sasso Lopes e Lindomar Paulus respondem por homicídio duplamente qualificado. Segundo a Justiça, o crime foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão é do dia 7 de junho.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, na época, Alceu Pieretti Barra, 69 anos, foi agredido e morto com um tiro na cabeça após uma discussão com os PMs em uma quadra de esportes, na frente da casa dele. O idoso era frequentador do local onde, no dia do crime, policiais militares realizavam uma confraternização.

Durante a investigação da Delegacia de Homicídios de Alvorada, os dois acusados negaram o envolvimento no crime. No entanto, nos interrogatórios da Justiça, Rafael Sasso confessou o crime, dizendo que foi ameaçado pelo idoso por causa de outra ocorrência policial que resultou na morte de um suspeito em Alvorada. Ele também alegou que fazia uso de medicamentos controlados e estava embriagado no momento do crime.

Já Lindomar Paulus negou o envolvimento no assassinato e apontou Sasso como o único responsável pela morte. Ele alegou apenas que tentou evitar que o colega atirasse contra o idoso, mas, em um momento de distração, não conseguiu evitar o crime.

Um terceiro policial militar, que chegou a ser denunciado pelo crime, não será julgado pelo Tribunal do Júri, pois a denúncia não foi aceita pela justiça.

Rafael Sasso permanece preso preventivamente. Já Paulus está em liberdade provisória. Ainda não há data marcada para o julgamento.

Contraponto

O advogado Ricardo Cantergi, que defende Paulus, explica que o PM não deveria ir a júri, pois não existem “indícios mínimos de autoria”. A defesa afirma que vai recorrer da sentença de pronúncia no Tribunal de Justiça assim que for notificada da decisão. Se Paulus for a júri, Cantergi garante que vai provar ao conselho de sentença que seu cliente não foi culpado pelo crime.

A advogada de Sassso Marceane Gehlen afirma que vai recorrer da manutenção da prisão preventiva do cliente. Como o PM é réu confesso, a defesa não vai recorrer da sentença de pronúncia, mas pretende desqualificar o homicídio .

fonte Gaucha ZH

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