‘Latrocínio é o mais provável’, diz delegado sobre morte de motorista de aplicativo em Alvorada

Crime aconteceu na Rua Fernão Dias, bairro Formoza, por volta das 19h de segunda-feira (6). Suspeita é que Luís Fernando Rodrigues Dorneles, de 41 anos, tenha sido baleado após uma tentativa de roubo.

A investigação do assassinato do motorista de aplicativo Luís Fernando Rodrigues Dorneles, de 41 anos, tornou-se a prioridade da 2ª Delegacia de Polícia de Alvorada. Luís foi baleado na noite de segunda-feira (6) enquanto trabalhava, no município da Região Metropolitana de Porto Alegre.

O delegado Luis Carlos Rollsing, que recebeu o caso na manhã desta terça-feira (7), afirma que após se dedicar o dia todo à investigação, definiu uma linha principal.

“Latrocínio é o mais provável. Quando se vai investigar, a gente faz uma investigação completa da vidas das pessoas”, explica o delegado ao G1, reforçando que a vítima não tinha antecedentes criminais.

“Ele era um trabalhador, morreu trabalhando”, acrescenta.

Embora o carro e pertences de Luís não tenham sido levados, as características do crime, segundo o delegado, apontam para um roubo seguido de morte.

“Ele era um motorista de aplicativo. Ele sai de um determinado local e vai para esse local para largar essa pessoa, uma corrida num valor de R$ 10, e quando ele está indo embora, ele é abordado por dois homens que estavam atrás de um caminhão. Um deles faz um disparo e acerta a vítima”, recupera Rollsing.

Crime aconteceu por volta das 19h no bairro Formoza. — Foto: Reprodução/RBS TVCrime aconteceu por volta das 19h no bairro Formoza. — Foto: Reprodução/RBS TV

Crime aconteceu por volta das 19h no bairro Formoza. — Foto: Reprodução/RBS TV

A polícia ainda não identificou os autores do crime, mas o delegado diz que pretende atravessar a madrugada trabalhando para chegar aos suspeitos o mais rápido possível. “Esse tipo de caso a gente procura solucionar nas primeiras 24h”, afirma.

“A gente sabe que foram dois elementos negros, magros, de estatura mediana que cometeram esse fato. A gente não tem câmeras, porque foi um local, ermo, pobre”, justifica Rollsing.

“Como é um local escuro, por isso a investigação é complexa, os rapazes estavam de capuz, as pessoas não tiveram condições de fazer uma identificação melhor”, explica o delegado.

Carreata e enterro

Motoristas de aplicativo fizeram carreata após morte do colega — Foto: Reprodução/RBS TVMotoristas de aplicativo fizeram carreata após morte do colega — Foto: Reprodução/RBS TV

Motoristas de aplicativo fizeram carreata após morte do colega — Foto: Reprodução/RBS TV

Uma carreata com mais de 300 motoristas foi realizada nesta terça-feira. Colegas de Luís saíram da Zona Norte de Porto Alegre e foram até o cemitério onde ele foi enterrado, em Alvorada.

Alguns carros levavam balões nas cores preto e branco e tinham a palavra “Luto” escrita nos vidros. No sepultamento, o grupo fez uma vaquinha para ajudar a família.

“A última ligação que a esposa teve, falou com ele às seis horas da tarde, que a filhinha estava pedindo para esperar ele para jantar, que ela não ia jantar sem o pai chegar em casa, e dez minutos depois, receber a ligação que o pai tinha sido assassinado”, conta a amiga e administradora de empresas Elisangela Angelo Junqueira.

fonte: G1

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