Girino, um experiente jogador que jogou na Europa e agora se reinventa no futebol sete.

O irreverente atleta lembrou sobre a carreira no campo e projetou o futuro na modalidade que vem atuando.

Um atleta de grande qualidade que jogou na Europa, hoje joga futebol sete em um dos maiores clubes do Brasil, nas redes sociais uma pessoa autentica e muitas vezes bem humorada, mas um cara muito gente boa. Assim pode ser descrito Igor Agradem, ou mais conhecido GIRINO.

Durante a semana fizemos uma entrevista sobre o futuro no futebol sete, a carreira no futebol campo e até opinião sobre o futsal de Alvorada.

(LUCAS FREITAS) Como é para você ser campeão nacional de futebol sete?

(GIRINO) Na verdade, sou apenas campeão nacionalmente falando, uma vez. Pela AABBOC, onde ganhei invicto, o sul brasileiro deste ano. Um orgulho, de poder entrar para história deste clube, de tantas glórias e conquistar algo inédito para a camisa amarela.

Onde fui bi campeão esse ano, foi em Santa Catarina, pela Chapecoense. Em 2017 e 2018, fomos campeões invictos. Um dos títulos mais importantes da minha carreira no fut7, pois representar essa camisa é algo incrível. O estado de SC e a Chape, estão anos luz a frente do RS no que tange organização e profissionalismo. Atravessa o Mampituba para jogar, para mim é uma honra.

(LUCAS FREITAS) Foi um promissor jogador de futebol de campo, porém não conseguiu chegar a um time do alto de escalão, hoje mais experiente. O que você acha que faltou para estourar no futebol?

(GIRINO) O futebol tem seus problemas crônicos. Assim como, os atletas inexperientes também. Na minha avaliação foi uma mistura, de falta de oportunidades com minha imaturidade, que quando mais novo, não aproveitei o mínimo de chances que tive e não encarei com tanta seriedade a profissão. Hoje, consigo ter esse discernimento e passo essa experiência aos mais novos e que sonham com uma carreira dentro dos gramados.

(LUCAS FREITAS) Tiveste uma aventura na Europa como foi jogar por lá?

(GIRINO) Foi show! Estive em 3 países. Tive a oportunidade de atuar em uma filial do Sporting de Lisboa, de Portugal, o SPORTING STEINFORT. Conheci uma cultura totalmente diferente do Brasil e talvez ali, tenha crescido muito como homem e principalmente como atleta. O futebol europeu tinha características na época de muita marcação, de linhas de marcação forte e também, as chamadas “linhas de impedimento”, o que demorou um pouco para adaptar naquele momento em que estava lá. Infelizmente tive uma lesão de púbis, o que ocasionou em 2008, aos 27 anos, uma cirurgia e 1 ano longe dos gramados,

(LUCAS FREITAS) Saindo do foco do futebol, és um cara muito autentico e sincero nas redes sociais, gosta de tal “resenha”. O que as pessoas falam pra ti sobre isso?

(GIRINO) Alguns gostam. Outros desgostam. O Futebol para mim é brincadeira e diversão, se não houver essa combinação, se torna chato. O intuito sempre é fazer com que todos possam se divertir com as piadas, mas obviamente nunca desrespeitando ou ofendendo atletas, direções e clubes. É Como eu digo: “Nem Cavalo aguenta!”

(LUCAS FREITAS) No futsal como você vê os dois clubes que disputam o estadual? O que na tua visão falta para subirem de divisão?

(GIRINO) Gestão! Comprometimento! Profissionalismo! Passou o tempo em que futebol se “tocava com as coxas”. Atualmente a gente vê nos clubes do interior, pessoas preparadas e com formação, dirigindo os clubes de futebol e futsal. Não é fácil para estas equipes eu sei. Pois durante anos, no nosso município, não tivemos dirigentes sérios e competentes. O futsal a nível estadual era uma verdadeira várzea. Em 2012, com o surgimento de uma nova proposta para o futsal da cidade, com a ABV Futsal, o esporte deu uma guinada e com isso, veio certa credibilidade.

Logo após, com a fundação do SER Alvorada e a gestão do ex-presidente Nélio Oliveira e o título estadual da série bronze, o clube tomou corpo e virou referência do município para o estado. Mas infelizmente o que se viu nesse último ano não foi legal. O clube perdeu o rumo. Torço que em 2019, ponham os pés no chão e possam retomar a direção correta, pois existe muitas pessoas competentes no clube.

Sobre a Rabello não tenho muito como opinar, não acompanhei, devido aos meus compromissos do fut7, mas torço igualitariamente que possam retornar no ano que vem, maia fortes, apesar de ter consciência, que já ter um clube para buscar investimento na Cidade é difícil, imaginem dois.

(LUCAS FREITAS) O apelido “maluco beleza” veio da onde?

(GIRINO) Esse apelido eu ganhei em 2006, na cidade de Cachoeira do Sul, onde jogava o Gauchão daquele ano. O narrador Pipa e jornalista esportivo, Cleber Pinto, após um jogo contra o Lajeadense, fizeram uma entrevista exclusiva comigo. Na partida havia feito 2 gol, tomado cartão amarelo, brigado com o árbitro, zagueiro adversário e até mesmo com ala esquerdo Alexandre gaúcho, do meu próprio time, na saída do intervalo. Segundo eles, um verdadeiro “Maluco Beleza”.

(LUCAS FREITAS) Hoje temos Rabelo e Ser Alvorada no futsal e o Martelo no futebol 7, como você vê esse crescimento no município? Clubes que não tinham relevância no estado há alguns anos.

(GIRINO) Vejo com bons olhos. Torço inclusive que possam despontar ainda mais nas suas modalidades. Alvorada é um celeiro de craques e precisa oportunizar ainda mais seus filhos. Precisamos que os empresários e principalmente o poder público, invista a cada dia mais no esporte, pois não há nada que combata a desigualdade social, tanto quanto o esporte é o futebol.

(LUCAS FREITAS) Ano passado bateu na trave na trave no título mundial de sete. Acredita que próximo ano vem o título?

(GIRINO) Infelizmente no ano de 2017 batemos realmente na trave. Fizemos um excelente mundial, contra clubes imensos do mundo. Mas na semifinal, empatamos o clássico contra o Havaí e acamados derrotados no “shout-out”. Neste ano, a Chapecoense perdeu a vaga, na derrota da final da Copa sul. Espero no ano que vem estar novamente em busca de um título desta magnitude e ser, quem sabe o 1° Alvoradense campeão mundial de futebol.

(LUCAS FREITAS) E o futebol, pretende largar ele quando? Ou continuaremos tendo golaços e resenhas do Girino por quanto tempo?

(GIRINO) Tchê! Tenho muitas dores. Não consigo ter uma vida regrada de atleta e que me de uma base para sustentar tantas competições. Essa é uma pergunta que ainda bate muito na minha cabeça. Profissionalmente queria ter atuado até os 35. Não consegui e encerrei 5 anos antes.

Hoje, jogando amador e o Fut7, tenho a intenção de ir até os 40 anos. A dificuldade é gigante, pois a cada dia que passa a “molecada” está muito mais preparada fisicamente e isso me exige ainda mais.

 

TEXTO: LUCAS FREITAS

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