D’Alessandro recebe homenagem pelos seus 10 anos de Inter

Argentino virou ídolo de gerações de torcedores e jogadores e pesadelo para adversários

No final de julho de 2008, Andrés Nicolás D’Alessandro desembarcava no Salgado Filho para vestir a camisa do Inter. Dez anos se passaram e ao longo desta década nenhum outro atleta que vestiu a camisa do Inter exibiu tanto orgulho, paixão e raça dentro e fora de campo, defendendo o Inter.

D’Alessandro, D’Ale, D10, como é carinhosamente chamado pelos torcedores elevou ainda mais o patamar do clube: foi crucial no bicampeonato da Libertadores em 2010. Antes, porém, havia sido protagonista na Copa Sul-Americana (2008). Ainda no âmbito internacional conquistou uma Recopa, em 2011.

Na “aldeia”, isto é, no âmbito local, D’Alessandro encarna como poucos o espírito Gre-Nal. Foi carrasco do rival em várias oportunidades e empilhou títulos gaúchos: 2009, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015 e duas recopas (2016/2017). De temperamento forte, logo se tornou capitão e ídolo. Sempre defende as cores do Inter acima de qualquer coisa. Tem mais de 200 gols com a camisa 10 do Inter, está entre os maiores artilheiros e no rol de jogadores inesquecíveis.

Antes do jogo contra o Botafogo, neste domingo, D’Ale foi homenageado por esta marca história. Recebeu um placa do presidente Marcelo Medeiros e do vice-presidente de futebol Roberto Melo. Ironicamente ele não entrou em campo. Foi expulso no jogo anterior, diante do América-MG. O craque colorado agradeceu e disse que tudo conquistado – foram 13 títulos – só foi possível graças aos jogadores com quem atuou e ao torcedor colorado.

“Cheguei em 2008 sem saber o quanto ficaria. Começou uma história bonita e com título. Ninguém ganha sozinho. Fiz parte de muitos grupos qualificados e vencedores e, isso, me deixa muito orgulhoso. Sou mais um na história do clube, pois o Inter é maior que tudo. O legado que quero deixar é.. às vezes, um pouco maluco, mas sempre tentando fazer de tudo para ganhar e deixar o Inter bem. Sendo profissional e dedicado, isso é o principal.  Não sei em que lugar estou na história do clube. Só vou saber quando me afastar dessa realidade, acabar a minha carreira e ser um torcedor do Inter.”

Mudaria alguma coisa?

Não me arrependo de nada. Obviamente, temos que saber o que fizemos de bom e o que fizemos de errado. Claro, em alguns momentos sofremos e gostaria de ter feito melhor. Não vou citar, pois não é bom lembrar, mas não me arrependo. Meu caráter e minha personalidade é que me fizeram ter quase 18 anos de carreira e ficar 10 no clube. É muito difícil ficar tanto tempo em um clube. Tem que ser profissional, dedicado, se esforçar, sincero e leal. Tentei fazer isso nestes 10 anos. Muitas vezes errando, mas sempre muito sincero.

Planos futuros

Não sei. Tenho contrato até o final do próximo ano e vamos esperar o final do ano. Tomara que eu continue. Pensamos na família e ela está muito bem adaptada a Porto Alegre. Vamos ver o que acontece. Tomara que continue crescendo a história do clube. Não ganhamos nada, mas estamos fazendo uma campanha bem legal e que ninguém espera. Cabe a nós, continuar deste jeito para no final do ano comemorar alguma coisa.

Fonte: Correio do Povo

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