Criança foi assassinada com os pais na saída da festa de aniversário de um ano

Mãe, que estava grávida de quatro meses, e pai também foram mortos a tiros na zona norte de Porto Alegre

Com sapatinho vermelho, meia-calça branca, vestido, tiara e laço da Minnie. Assim a pequena Alice Beatriz completou um ano e celebrou sua festinha de aniversário na tarde deste domingo (23), na zona norte de Porto Alegre.

O final da comemoração para 50 convidados no Jardim Leopoldina foi trágico. A bebê, que ainda não caminhava, acabou morta com pelo menos um tiro e a mãe, Sabrine Panes Rodrigues, 24 anos, e o pai, Douglas Araújo da Silva, 29, também foram assassinados. O ataque aconteceu depois das 21h30min, tão logo deixaram o salão da festa, quando o Ka prata dirigido por Silva — e com mãe e filha no carona — passou a ser perseguido por uma Ecosport e por um Ka preto.

O veículo da família acabou batendo em um poste na Rua Cacilda Yaconis Becker. Após a colisão, homens armados desceram de um dos automóveis e atiraram diversas vezes com fuzis e pistolas matando todos os ocupantes. A menina foi encontrada sem vida ainda com a roupa do personagem da Disney, ao lado da mãe e do pai, considerado pela polícia o  alvo do ataque.

Segundo a família, Sabrine, que tinha Ensino Médio completo e não trabalhava atualmente, estava grávida de quatro meses. Nesta segunda-feira (24), iria fazer o ultrassom para descobrir o sexo da criança. A família apostava que fosse um menino e tinha escolhido até nome: João Gabriel. Nesta manhã, foi descoberto que era uma menina.

— A Bine (como Sabrine era apelidada) estava extremamente feliz — conta uma irmã, que ajudou a vestir a criança para a festa.

Apesar disso, parte de sua família não compareceu à festa de aniversário. É que a comemoração foi organizada por parentes de Silva e a família de Sabrine não aceitava o relacionamento, devido ao seu envolvimento com o tráfico de drogas. A jovem chegou a cogitar de não ir à comemoração, mas acabou mudando de ideia na última hora.

— A gente sabia que isso iria acontecer. Mas era apaixonada por ele — conta uma amiga da família.

Funcionários do salão onde ocorreu a festa relatam que o casal discutiu antes de sair do local. Viram quando a família entrou no carro e, poucos minutos depois, ouviram os tiros. Ainda havia convidados no salão, que correram até o local dos disparos.

— Foi um momento de alegria seguido de tristeza. Não tem como não ficar abalado com tudo isso — afirma a funcionária.

Depois, em 15 de março de 2018, passou a cumprir pena alternativa com uma tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento e se tornou foragido, em 18 de agosto deste ano. No entanto, para a polícia, ele não teria deixado a atividade criminosa.

O delegado Cassiano Cabral, responsável pela investigação, afirma que equipes passaram a madrugada desta segunda-feira (24) trabalhando no caso e que houve avanços, mas o sigilo é mantido para não prejudicar a investigação. Cabral adiantou que acredita que os assassinos sabiam detalhes da rotina das vítimas no dia da execução.

 No local, foram encontradas diversas cápsulas de calibres 556, de fuzil, e de pistola 9 milímetros. O veículo usado pelos criminosos foi encontrado horas depois, incendiado no bairro Mario Quintana. A perícia analisou o veículo, mesmo que o fogo e a chuva que cai sobre Porto Alegre tenham atrapalhado o recolhimento de indícios.

fonte: GauchaZH

 

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