Após denúncias de invasão de traficantes, condomínio em Canoas é alvo de operação

Facção criminosa estaria retirando moradores das casas para usar o local como ponto de venda de drogas

Uma operação de fiscalização, com apoio de grande contingente policial, foi realizada, na manhã desta sexta-feira (27), em um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, no bairro Guajuviras, em Canoas. A ação foi feita após denúncias de que traficantes ligados a uma facção criminosa estariam retirando moradores para usar o local para vender drogas.

Mais de 100 agentes, entre policiais da Brigada Militar e agentes da Guarda Municipal, estão no local, nesta manhã. Um helicóptero também é usado na operação.

Os policiais estão junto com fiscais da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, que batem às portas de moradores de 176 residências. É solicitada a identificação de cada um e verificado se são os proprietários ou familiares dos contemplados no programa.

Não houve resistência. Somente um homem saiu correndo ao ver uma viatura. Ele foi detido e deve ser levado para delegacia para registro de ocorrência.

— Caso não sejam os proprietários, vamos notificar os reais donos a irem na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e comprovar por meio de documentação o contrato feito com a Caixa. Depois, vamos notificar a Caixa Econômica Federal — afirma Alberto Rocha, secretário de segurança pública da cidade.

Segundo a prefeitura, a Caixa Econômica Federal pode desfazer o contrato, caso confirme que a casa esteja sendo usada por terceiros, e destinar a outra pessoa. A Brigada Militar (BM) promete reforçar o policiamento no bairro. Moradores acompanham com curiosidade a operação.

O  comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Valdecir Túlio dos Santos, reconhece que o Guajuviras sofre com a incidência de traficantes de drogas, mas considera a situação controlada.

— Temos realizados grandes ações aqui. A presença da Brigada é permanente — garante o oficial.

Até 9h, a prefeitura de Canoas ainda não havia informado quantas casas os donos ou familiares não foram encontrados.

Em 2017, o mesmo condomínio, conhecido como Microquarteirão 4, foi alvo de reintegração de posse porque houve invasão do local sem que as chaves tivessem sido entregues aos proprietários pela construtora.

Fonte:GauchaZH

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